A semana que antecede a largada para as convenções partidárias (10 a 30 de junho) será de muita emoção para os petistas. Nesta terça-feira (5), o destino do prefeito João da Costa será decidido em São Paulo pela executiva nacional do partido. Só há duas alternativas: a homologação da candidatura, o que pelas circunstâncias se tornou pouco provável, ou a saída para dar lugar ao senador Humberto Costa.
A segunda opção ganhou força desde que o antes representante da tendência majoritária Construindo um Novo Brasil (CNB) na disputa, Maurício Rands, “a convite” do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pediu para sair. Sem clima para concorrer à prefeitura depois da polêmica apuração dos votos das prévias, Rands aceitou abrir caminho para o senador.
O mesmo não foi aceito por João da Costa que, apesar de ser acusado de ter fraudado a prévia para sair vitorioso, conseguiu reverter a acusação perante o diretório nacional, o mesmo que deverá enfrentar amanhã. Na última vez em que se sentou perante a executiva, João da Costa viu a prévia vencida por ele ser invalidada. Mas desta vez acredita que sairá vitorioso.
O prefeito deu início às articulações para conseguir os votos dos 21 integrantes da executiva na última sexta-feira (1°). De acordo com aliados próximos, ele tem ligado para pedir o voto favorável do colegiado, que tem Humberto Costa entre os integrantes. Um grupo de aliados promete ir a São Paulo para, pelo menos, mostrar volume. No Recife, outro grupo de militantes promete fazer vigília pela vitória.
Do lado de Humberto, durante o fim de semana, o ex-prefeito e hoje deputado federal João Paulo reuniu lideranças ligadas a ele para discutir estratégias.
Apesar de não estar descartado na disputa, a missão de João da Costa não é fácil. A CNB, grupo ao qual Humberto Costa e o ex-presidente Lula pertencem, detém 11 dos 21 votos possíveis na executiva. Além disso, têm uma tradição de fechar questão em torno das decisões apoiadas pela maioria. O grupo também é integrado pelo secretário de organização do partido, Paulo Frateschi, que quase foi linchado pelos aliados de João da Costa na última visita ao Recife.
Densidade
Humberto também tem mais densidade entre as lideranças nacionais, terreno arenoso para João da Costa. Os aliados do senador lembram que ele foi o líder do PT no Senado no ano passado e não encontra dificuldades para dialogar tanto com Lula quanto com a presidente Dilma Rousseff. Além disso, tem o apoio de cinco deputados federais, três estaduais e quatro dos seis vereadores petistas do Recife.
Já os aliados de João da Costa alegam que, apesar de todo o poderio dos adversários, o prefeito conseguiu vencer as prévias e terá o mesmo desempenho na executiva nacional. De acordo com Paulo Frateschi, o resultado sairá, sim, na terça-feira. (Do Diário de Pernambuco)
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