
Estrategicamente calado diante da crise que se abate no PT, o governador Eduardo Campos rompe o silêncio após a direção nacional petista reafirmar amanhã, em São Paulo, que o prefeito João da Costa não terá legenda para disputar a reeleição. E o que o dirá?
Aos aliados, o líder socialista tem confessado que o prefeito perdeu todas as condições de se viabilizar a partir do momento em que ficou sem o apoio das principais lideranças do PT no Estado e no plano nacional, isolando-se.
Não conseguiu superar o cerco, fundamental para quem está no poder e precisa de discurso para se firmar dentro do partido e ganhar a confiança e o apoio da Frente Popular. Eduardo também passará a agir no sentido de aglutinar a Frente Popular em torno do nome do senador Humberto Costa.
No sangramento do PT pós-desfecho do caso João da Costa, a ação política do governador do alto da sua liderança, que impõe respeito, será fundamental para arrumar o palanque de Humberto.
Aos que acham que o governador cruzará os braços e não trabalhará em favor de Humberto, para tirar proveito do vácuo e lançar um nome do PSB, ele tem dito que Recife não é uma ilha isolada e o que for feito por aqui estará em consonância com a sua aliança com Lula no plano nacional. E Lula quer Humberto prefeito.
Magno Martins
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