A seca que atinge Pernambuco irá afetar o abastecimento de água nos próximos meses no Recife. Em coletiva de imprensa realizada na tarde desta quinta-feira (28), a Secretaria de Recursos Hídricos e Energéticos de Pernambuco (SRHE), junto com a Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) e a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), apresentou dados dos sistemas de barragem que fornecem água para os municípios pernambucanos. Nesta sexta-feira (1º), a partir das 8h, as regiões planas da capital começam a fazer parte do rodízio no recebimento de água.
(Correção: ao ser publicada, esta reportagem errou ao informar que o racionamento afetaria também a cidade de Jaboatão dos Guararapes, mas o município já conta com esquema de rodízio de água. O erro foi corrigido às 19h13)
A Compesa informou que 82 localidades serão afetadas. O sistema será de 20 horas com abastecimento e 28 horas sem água em cada grupo de bairros, o que representa, de acordo com o secretário de Recursos Hídricos, José Almir Cirilo, um dia com água e outro não. A partir desta sexta (1º), parte receberá o abastecimento, enquanto os outros ficam sem água. (Veja lista completa ao final da reportagem).
O secretário de Recursos Hídricos explicou o motivo desse período de racionamento, que deve durar até o mês de maio. "Nós temos acompanhado sistematicamente a evolução do nível dos nossos mananciais, da situação dos nossos rios, e constatamos que a partir do mês de novembro [de 2012], houve uma redução das precipitações maior do que a gente esperava", disse. Cirilo falou ainda que, com a falta de chuvas, as barragens sofreram uma redução no nível de abastecimento, e precisam equilibar seus sistemas. "Por essa situação pela qual os mananciais se encontram, mas principalmente pela barragem de Pirapama, que representa hoje a maior sustentação de abastecimento de água da Região Metropolitana, que nós vamos diminuir de 3,5 mil litros por segundo para 2,5 mil litros por segundo da retirada de Pirapama", ressaltou.
De acordo com o presidente da Compesa, Roberto Tavares, os locais de morro no Recife não irão obedecer ao calendário novo de abastecimento. "Nos morros, alguns sistemas são isolados, outros sistemas não dependem nem de Pirapama nem de Tapacurá. Então cada morro continuará tendo o sistema de abastecimento conforme o calendário que é divulgado no nosso site", falou Tavares.
A situação dessa seca foi comparada pela Secretaria com a vivida em 1999, um dos últimos períodos mais críticos que o estado sofreu com a estiagem. Cirilo afirmou que foi com a construção da barragem de Pirapama que a demanda da Região Metropolitana do Recife foi atendida. “A demanda da RMR é de 15 mil litros por segundo, e antes de Pirapama a Compesa fornecia para as pessoas cerca de 10 mil litros por segundo, o que consequentemente tinha que ser obrigatório o rodízio de abastecimento”, pontuou.
No cenário atual, o secretário esclarece que o rodízio fará com que haja um racionamento semelhante ao de 1999, em termos de níveis de demanda. “Estamos voltando ao estágio de normalidade antes de Pirapama, nós vamos precisar reduzir a oferta. Embora estejamos passando por uma situação de seca igual àquela, estamos numa situação muito mais confortável esse ano”, contou.
Secretário de Recursos Hídricos, José Almir Cirilo, explicou
Roberto Tavares informou que áreas de morro continuam
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